sábado, 27 de outubro de 2012

O Quinhentismo no Brasil


Os sentimentos e espantos tanto dos espanhóis ao descobrirem a América, como também dos Lusitanos na chegada ao Brasil, no ano de 1500. Podem ser comparados, por exemplo, com as emoções do primeiro astronauta a pisar na lua (1969)- um homem norte-americano.

A produção literária no Brasil- Colônia

O domínio português sobre o Brasil si estendeu por mais de três séculos. Subdivididos em:
Ø  Século XVI: Época em que Portugal buscou dominar o Brasil por completo, utilizando mão-de-obra escrava para extrair as riquezas da terra, e ocorreu também a preocupação em catequizar os índios, com a ajuda dos Jesuítas europeus.
Ø  Século XVII: Salvador-BA tornou-se o centro de tudo. Como da política e como também da exploração açucareira.
Ø  Século XVIII: Minas- Gerais transforma-se no maior centro de minas de ouro, e foi onde aconteceram as primeiras revoltas políticas.
A literatura Brasileira surgiu no período Colonial, todavia é difícil dizer com exatidão quando ela tornou-se independente.
Durante essa Colonização, a literatura brasileira não tinha estrutura para “desabrochar”, logo que os escritores brasileirinhos tinham que imprimir seus livros fora do país, Portugal por exemplo. Por estes motivos naquele momento histórico a literatura é chamada apenas de manifestações.
O amadurecimento desta manifestação no Brasil, si deu de fato a partir do século XIX (após a sua independência).

A literatura de informação

Eram cartas e textos, escritos em formato de, por exemplo, cartas de viajem, onde os escritores narravam em forma e prosa para seus reis, sobre a viajem marítima, as aventuras enfrentadas pelo caminho, como foram seus primeiros contatos com a terra descoberta e também com os povos (índios) que habitavam por ali (com relação ao Brasil). Pero Vaz De Caminha foi o primeiro a descrever como era o Brasil e os costumes dos povos que aqui já existiam.
Embora as cartas não tenham lá tanto valor literário, elas são importantes documentos históricos, ou seja, um registro do choque cultural entre os dominados e os dominadores. Os autores deste tipo de literatura não deixavam transparecer nem um tipo de apego à terra conquistada, todavia o movimento Quinhentista deixou várias sugestões temáticas, que foram exploradas mais tarde por nossos escritores.                                                                                                                                                   

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Resenha da obra de Jorge Amado “Capitães da Arreia”

Esta obra visa apresentar a obra “Capitães da Arreia” de Jorge Amado, a qual possui 4 partes- “Cartas à Redação”; “Sob a lua num velho trapiche abandonado”; “Noite de grande paz, da grande paz dos teus olhos”; “Canção da Bahia, canção da liberdade”- distribuídas em 256 páginas.  O autor destaca em seu livro a história de meninos de rua moradores na cidade de Salvador, Bahia, na década de 1940.
No decorrer do enrredo, baseado em fatos reais, conta-se a vida de diferentes personagens: Pedro Bala, Volta Seca, João Grande, Sem-Pernas, Professor, Dora, Gato, Pirulito, entre outros. Desses, Pedro Bala, o líder do grupo, é a figura central e vive um romance com a única menina a se infiltrar no trapiche, Dora.
O dia-a-dia dos garotos era de aventura como, por exemplo, pequenos furtos para a sobrevivência do bando, fugas da polícia, brigas entre gangues, conquistas amorosas e sexuais, uso de bebida alcoólica e cigarros, ou seja, eram crianças e adolescentes vivendo como adultos e convivendo com a realidade social e histórica da época.
A malta de jovens é vista pela população e pelas autoridades, como sendo verdadeiros marginais, além de reprimi-los. Todavia o escritor relata as causas e os motivos que os levam a agir de tal forma, levando os leitores a refletirem sobre esse problema social, existente ainda nos dias de hoje.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A vida e obras de Jorge Amado

Jorge Amado nasceu na cidade de Itabuna-Ba. Vindo de uma família pobre, mudou-se para à capital baiana, onde passou a estudar e um padre descobriu sua vocação, logo depois que o menino lhe escreveu uma redação.
Já na maior idade ele passou um tempo em Portugal, dedicando-se ao estudo, e faz amizades com grandes escritores, como por exemplo, Graciliano Ramos.
Casou-se duas vezes, em sua primeira relação teve um filho e no dia de seu aniversário lhe deu um livro, escrito por ele mesmo, chamado “O gato malhado e a andorinha Sinhá”, (Foi publicado anos mais tarde), conta a história de um gato, malvado e mal humorado, que se apaixona por uma linda e doce, andorinha. Apesar de ser uma obra infantil o livro aborda assuntos como a descriminação.
Logo depois do seu segundo casamento, com Zélia Gataí, ele pública mais um de seus livros chamado “Capitães de arreia”, que retrata como vivem e como são tratados os meninos de rua da cidade de Salvador-Ba. Para poder elaborar essa obra o autor passou uns dias no meio desse grupo, por isso descreveu com tanta precisão o dia-a-dia daquelas crianças. Vários dos seus exemplares foram queimados em praça pública, e o autor foi exilado do país. Seu repertório de obras é bastante vasto, como exemplos: Gabriela, cravo e canela, Mar morto, A bola e o goleiro, etc.
Jorge Amado faleceu em 2001 por conta de problemas respiratórios. Sua casa virou uma espécie de museu e suas obras são bastante acolhidas pelo público.